quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Adriana Henriques


Adriana Henriques

Ai quem me dera abrir teu pensamento,
Deixar-me navegar num mar sem fundo,
Roubar-te o sol e nesse espaço-tempo
Incendiar teu peito tão fecundo…
Ai quem me dera, princesinha bela,
Nadar em cor, entrar nessa aguarela,
Alinhavando as rendas do teu mundo!

Há nessa tela um filho a irromper,
Enaltecendo a força que há em ti,
No teu olhar profundo de mulher
Resguardas o amor que existe em si…
Imensidão e sede de infinito
Que imerge em profusão em luz e cor,
Um filho a ser parido em tom aflito,
Envolto em extasia e no seu grito
Servindo a causa eterna do amor!

José Sepúlveda

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