Cantares de Amigo






Amigo é todo aquele em cujo gesto
Se lê dedicação e confiança,
Amigo é quem nos mata a desesperança
Com fé no sentimento mais modesto

Amigo é todo aquele que anda lesto
E ama à sua inteira semelhança
Na altura em que um amigo perde a esperança
E tudo para ele é já funesto

Amigo é o que nos traz felicidade
Com gestos simples, com sinceridade,
Com fraternal amor, sem ilusão

Amigo é quem nos ama, quem nos guia,
Nos dá coragem, paz e alegria
E trata o seu amigo como irmão


Ouvi teu grito. Eu sei que quando gritas
Do teu exílio, envolto em tanta dor,
Estás vivendo as horas mais aflitas
E a procurar alguém, maior calor.

E quando em teus poemas mais te agitas
Num frenesim tão cheio de langor,
Tu vais em tuas mágoas infinitas
Clamar a Deus com preces de louvor.

Não digas ao teu Deus que teu problema
É muito grande. Vá, segue este lema
Que em tempos aprendi, segredos meus.

Não desanimes nem um só momento,
Mas grita ao teu problema, em pensamento,
Que para ti maior é o teu Deus!
Naquele tempo em que ias pró colégio
Fugindo à tua sina traiçoeira,
Quiseste lá ficar, tornares-te freira
E eu não deixei! Meu Deus, que sacrilégio!

Nas noites em que juntos lemos Régio
Sentados lá na sala, na cadeira,
Tu foste a dedicada companheira
Que me alentou… Partiste, tempo egrégio!

Sonhei, quis ilusão, sofri, bem vês
O que o cruel destino de mim fez:
Pedi licor, bebi terebintina…

Agora, a vida minha é desespero,
De tudo o que perdi, apenas quero
De novo essa amizade, amiga Lina! 

Raio de Luz 

Seu simples nome a aldeia conhecia,
Seu lar humilde o povo tinha em bem,
Seu companheiro a gente bem queria
E ali permanecia com a mãe.

Dia após dia, em solidão sofria
Sem um lamento só soltar p’ra alguém
E nesse emaranhado assim vivia
Essa menina virgem, de ninguém

Um dia, os seus olhinhos se animaram,
E lágrimas sem termo derramaram
Ao ver do labirinto uma saída.

Seu coração chorou mas de alegria
Que ao fim de tanto tempo descobria
Que amar é dar sentido à própria vida! 

Dança 

Gosto de ver-te em passos delicados
Sempre animados, cheios de alegria,
Marcando espaços simples, ensaiados,
Fazendo-nos dançar. Mas, quem diria!

E, envoltos nestes gestos coordenados,
Com toques sensuais e de magia,
Tu vês-nos saltitar, desajeitados,
Quase enlevados na mais doce orgia!

E gritas: Chá-chá-chá, a salsa, a rumba,
O Tango, aquela valsa... Catrapumba!
Na que me fui meter, mas que caramba!

‘Stou mesmo a adivinhar, com tanto esforço,
Vou vê-los para o ano lá no corso
A dançar chá-chá-chá, em vez de samba!
                              À nossa Professora de Psicologia

Querida Professora, o teu sorriso
É tão bonito, lindo de se ver…
Quando nos olhas com olhar preciso,
Crias em nós vontade de aprender

E o teu falar! Tão meigo, tão querido,
Tão cheio de ternura e de saber
Que te entendemos mesmo que o sentido
Não seja tido para se entender.

Vimos-te agradecer neste teu dia
Que é para nós um dia de alegria
Cheiinho de amizade e de beleza!

Tu és p’ra todos nós lindo jasmim
Que veio embelezar nosso Jardim:
Nasceste em Portugal, és portuguesa!

Força de viver 

Que bom ter tantas coisas na lembrança:
Memórias de alegria e de verdade
Vividas nos meus tempos de criança
Na minha velha escola. Que saudade!

Vem ver a doce Emília. Não se cansa
De dar lições de vida e de amizade.
Depois, vê-nos partir, cheia de esperança,
P’ra conquistar a nossa liberdade!

Que bom! Reencontrei-te, que alegria
Poder usufruir da simpatia
Que à tua volta espalhas com prazer!

Sentir que a tua paz, serenidade,
Nos leva o sentimento de saudade
Que se transforma em força de viver! 

Jabel

"E o nome do seu irmão era Jubal; 
este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão." 
                      Gênesis 4 : 21

               Há muito tempo, na antiguidade,
Nascia o pai da arte musical,
Tocava flauta e era, na verdade,
Um criador de sons. Era Jubal

Depois, surgiu Jabel, felicidade,
Que com o seu talento genial,
Veio incutir em nós essa vontade
De aqui formar um coro especial.

E a música, momento após momento,
Ia trazendo ao nosso pensamento,
Em tons suaves, cheios de harmonia.

E um coro, lindo, lindo, se formou.
E de tal modo a tantos encantou
Que, ao vê-lo assim, feliz, Jabel sorria. 

Ritamar 

Eu quero ouvir os sons, essa harmonia
Que a Rita com seus versos te cantou,
Eu quero ouvir o tom e a melodia
Cantados quando a vida te entregou!

Ó areais sem fim, que dor sentia
Quando, abraçada a vós, se confessou!
Falai-me, por favor, da nostalgia
Que um dia a luz do dia lhe outorgou!

Eu quero acreditar: Toda a tristeza
São laivos de amargor e de incerteza
Que quando, ó mar, trouxer em seu clamor

Tu vais querer findar essa agonia
E vai raiar por fim um novo dia
Em que ela encontrará seu grande amor! 

Odete 

Que delicada voz, quanta ternura
A gente sente no teu lindo olhar
E essas mãos tão cheias de candura
Que com suavidade nos queres dar.

Sorri p’rá gente, coisa assim tão pura
Não é p’ra nós tão fácil de encontrar!
Mesmo que seja a noite mais escura
Aquele teu sorriso vai brilhar.

- Bonjour, José Luís, comment sa vá
  Me permitez dancer avec toi?
- Por moi c’est un plaisir, vient dancer!

E toda essa ternura e simpatia
É para nós motivo de alegria
E dá nova energia a quem nos vê. 

Zé maria 

De cigarrilha no canto da boca
Lá vem o Zé p’ra Universidade.
A ânsia de aprender parece pouca,
Procura, sim, amigos de verdade.

É vê-lo entrar nesta aventura louca
Sorrindo e passeando p’la cidade.
E às suas doces damas, com voz rouca,
Dizer dois segredinhos sem maldade.

Gentil e delicado, não se cansa
De, em meio a dois ou três passos de dança,
Lançar um galanteio são, preciso.

E o tempo que passou não lhe interessa
Que esta alegria nova que regressa
Reflecte-se no olhar, no seu sorriso! 

Vaz, não vás 

Não queiras, Vaz, entrar no labirinto
Enfeitiçado por sua beleza.
À sua volta há flores de absinto
Que vão inebriar-te concerteza.

Prudência, Vaz, prudência porque eu sinto
Que toda essa ilusão, essa vileza,
Te vai levar, recinto após recinto,
Entre caminhos cheios de incerteza!

Não vás, amigo Vaz, porque essa estrada
Nos faz sofrer, jornada após jornada,
Trazendo solidão no seu trilhar.

Apesar disso, digo com carinho,
Se a tua escolha for esse caminho,
Poeta, vem daí, vamos cantar! 

Codesso 

Codesso, eu não mereço o teu sorriso,
Eu não sou digno dessa simpatia,
Eu sei que não tem preço essa alegria
Que a todos irradias, que eu preciso.

No teu olhar, eu vejo em cada dia
Que essa valia é mãe de um alto siso
Por isso, olho p’ra ti e em meu juízo
Eu sei não haver nela hipocrisia

Esta postura tua não tem preço
E, olhando para ti eu reconheço
Que é bom permanecer-se tão querida.

Por isso, aqui te peço. Por favor,
Mantém sempre bem alto esse valor
Que te fará feliz por toda a vida 

Fernanda 

Quando te vimos na aula de dança
Olhando para nós com simpatia,
Ficamos tão contentes, com esp’rança
De seres nossa amiga qualquer dia.

No meio de sofrer e desesperança
Essa amizade logo surgiria.
Depois, entre correntes de bonança,
A pouco e pouco se fortalecia.

Feliz o que partilha a sua dor
E que confia todo o ser amor
Ao grande Deus que a todos nos governa.

Feliz o que se põe em Sua mão
Com confiança e paz no coração
Porque esse vai gozar a vida eterna! 

Sandra 

Vi-te chegar com teu sorriso franco
Ao Banco, onde passei a minha vida
E ali lisonjeava, do meu canto,
- Quem é esta menina tão querida?

Depois, vim encontrar-te por encanto
Gerindo artistas nesta cooperativa.
Me convidaste e, para meu espanto,
Entrei num labirinto sem saída!



Que vidas estas, falta de juízo,
Sempre a buscar o elixir preciso          
Que nos conduz na vida, nos comanda…

E, nesta vida louca, sem sentido,
Eu fico a meditar para comigo:
Estranha a vida, estranha, amiga Sandra! 

Dança Comigo 

Olá, loirita, vem dançar comigo
Aquela dança cheia de magia.
Se não correr tão bem como devia
Voltamos a tentar, não há perigo.

Será que a Isa nos põe de castigo
Quando nos vir dançar com alegria?
É só p’ra libertar nossa energia
E é tão bom dançar assim contigo.

Vem até mim, vá lá, esquece tudo…
É no silêncio, olhando surdo e mudo,
Que eu quero nos teus braços navegar.

E nesse intenso grito à liberdade
Tornamos mais real esta amizade
Que iremos passo a passo alicerçar! 

Um Poema 

Pediste-me um poema. A nostalgia
Me veio visitar. Bem lá no fim
Fiquei acabrunhado pois sentia
Que a poesia não se faz assim.

Depois, tem outra coisa, a poesia
Não sai por encomenda. Quanto a mim
A poesia tem sua magia,
Tem que sair de dentro porque… enfim!

Olho p’ra ti, Pipi das meias altas,
A pedalar, correr, andar às voltas,
Dançar, cantar, não paras de falar…

E fico assim, rebento de poeta,
A perguntar com cara de pateta:
Que espécie de poema te vou dar! 

Tristeza

Notei que a prostituta me olhava
Daquele canto, com olhar tristonho,
Queria esconder a dor que a atormentava
E um sofrimento oculto, tão medonho.

Há muito tempo em si acalentava
Bem lá no fundo aquele lindo sonho.
E amou, se fez amada e caminhava
Em busca desse dia tão risonho.

Mas seu amado, a quem tanto queria,
A confundiu e logo a conduzia,
Enfeitiçada e cheia de paixão,

A meios de volúpia e frenesim.
Depois, adormeceu, ficou assim,
A navegar em antros de ilusão. 

Sénior 

Na grande escola da vida,
Faculdade de valor,
A nossa vida à deriva
Reencontrou seu vigor.

Com programas à medida,
Empregado,  professor,
Bancário, de qualquer lida,
Todos têm seu valor.

Vou-te dizer-te sem ter medo:
Há para aqui um segredo
Que essas virtudes encerra.

Esse segredo, afinal,
É simples e natural:
É a Sénior da nossa terra.

Academia 

Se o tempo que passaste pouco interessa
E tentas reencontrar nova alegria,
Não deixes que te enrolem na conversa
E vem juntar-te à nossa academia.

Se a vida em cada instante recomeça
E temos que inventa-la em cada dia,
Não faz sentido andar com tanta pressa
E vendo dissipar-se em cada dia

Aceita este convite vem sentir
De novo essa alegria, repartir,
Que ao dar-se se recebe em profusão

E quando caminhamos com prazer
Sentimo-nos na vida enriquecer
E a alegria volta ao coração! 

Partilha

A vida passa em grande reboliço.
Crescemos, partilhamos mil conselhos
E, de repente, sem darmos por isso,
Nós despertamos. Pronto, estamos velhos!

Agora, o que fazer, que compromisso
Vamos tomar no mundo à nossa volta?
Ficar a navegar até que o enguiço
Nos venha perturbar, criar revolta?

Há tanta gente em pura solidão!
Queremos nós melhor ocasião
P’ra partilhar a paz e a alegria?

Vamos em frente, estende a tua mão,
Pois quando abrimos nosso coração
A vida em nós renasce em cada dia!

Feliz Aniversário 

Se um dia, no silêncio do teu quarto,
Sentires solidão ou nostalgia,
Vai junto dum espelho e em teu recato
Mergulha nos teus olhos… E confia!

A solidão é um desiderato
Que às vezes nos perturba e desafia
Que  em gesto simples, sem espalhafato,
Devemos contornar com energia.

Vivamos bem atentos cada dia;
Que a vida em sua insana correria
Não se transforme em conto do vigário.

Valorizemos sempre a nossa vida
Vivendo-a com com prazer, paz incontida
E com paixão… Feliz Aniversário! 

Rosalina 

Não fumes, Rosalina que a má sorte
Um dia bate a porta de repente;
E mesmo que pareças sã e forte
A vida nos surpreende, indiferente!

Tu podes conseguir um simples corte
Nessa rotinas estranha e deprimente
De nauseabundo odor e gosto torpe
Que torna a tua vida dependente.

O fumo do tabaco é traiçoeiro,
Primeiro dá prazer mas, sorrateiro,
Dá cabo de tecido após tecido.

E  quando despertamos desse sonho
Já tudo a nossa volta é enfadonho
E a vida já deixou de ter sentido! 

José Carlos 

Eu sei, meu bom amigo, estás cansado
De todos esses tempos de labor,
Lembrando os dias em que, apaixonado,
A tua vida extraviava amor.

E mesmo aquele tempo abnegado
Que aos outros dedicaste com calor
Parece pelo tempo dissipado,
Perdido entre as coisas sem valor!

Engano, puro engano, alguém nos mente!
Se analisarmos, tudo é diferente
E à nossa frente há réstias de esperança

Que nos fazem viver em cada dia
Ressuscitando a força e a energia
E que restauram nossa confiança! 

Isaura 

Isaura, como é doce o teu olhar!
Se olho para ti num só momento,
Descubro coisas tais que se calhar
Nunca tiveste no teu pensamento!

Que bom ver-te sorrir, ver-te dançar,
Ver-te voar tão leve como o vento
Num sensual e suave levitar
Soltando p’ra bem longe o pensamento!

Ai como é´ bom sentir-te e de repente,
Quase embalada em sonhos e silente
Esvoaçar no etéreo céu de anil.

Pensar que nesse voo apaixonado
Ocultas no teu manto de brocado
Um sonho renovado, esperanças mil! 

Nelita 

Chamaste-me padrinho. Atarantado,
Olhando sem saber o que fazer,
Ali fiquei, perdido, baralhado,
Pensando no que havia de dizer.

Trocamos um olhar. Quase infiltrado
Com cândida amizade em teu viver,
Eu vi sorrir teus olhos, animado,
Buscando, procurando renascer!

Menina frágil, doce, tão sensível,
Aqui, desta mansão do impossível,
Te envio o meu abraço, o meu carinho.

Avança, não desistas, segue em frente,
Que mesmo neste mundo inconsistente
Um dia hás-de encontrar o teu caminho!

Elisa 

Ai, mãe-galinha, como foste nessa
De andares em correrias como a brisa!
Bem sabes que o viver com tanta pressa
Não faz qualquer sentido, amiga Elisa!

A vida em cada instante recomeça
E essa verdade efémera e precisa
Nos diz para não irmos na conversa
Daqueles cuja vida em vão deslisa

Não corras contra o tempo. O Amanhã
Não é para viver com tanto afã,
Prepara-o sim com calma e com prazer

E não descures nunca o dia-a-dia
Procura nele a paz e essa alegria
Com a certeza de que é bom viver 

Conceição 

O  teu olhar furtivo, tão desperto
Nos diz o que te vai no coração:
Um pensamento puro, tão liberto,
E pleno de energia, de paixão.

E´ que afinal, estando aqui tão perto.
Sentimos que ao falares com emoção
Eu olho para ti boquiaberto
E oiço atento a tua opinião.

E olhando para ti, tão pequenina,
Eu lanço-te um sorriso com estima
Num gesto de ternura e de amizade.

Pensando alegre com os meus botões
Deixemos de bazofias e questões
Tamanho não define qualidade

Rita 

Se sinto que meu coração se agita,
Minha alma fica triste e magoada,
Eu olho para ti, amiga Rita,
E sem saber porquê regresso à estrada

Teus olhos são pra mim paz infinita
Espelho duma alma iluminada
Por isso num olhar minha alma grita
Tão cheia de alegria renovada

Ai como é´ bom sentir-te assim tão perto,
Com coração alegre, bem desperto,
Com novo alento, cheio de calor

E olhando o teu olhar sereno calmo
Aos céus ouso entoar um lindo salmo
De gratidão ao nosso Salvador 

Mara 

Se tu soubesses Mara que o teu nome
Traduz muita amargura e desprazer,
Souberas que essa chaga que consome
É chama que se vai desvanecer

Nos campos de Moabe, enquanto dorme,
Marido e filhos perdem sua vida;
E deixam Mara num sofrer enorme
Envolta numa vida vã, perdida.

Mas Rute aquela jovem vai consigo,
Alheia ao sofrimento e  ao perigo,
Fugindo das agruras desse inferno.

Partilham juntas sua confiança
Num Deus depaz e amor, sua esperança
Que lhe doou em dobro amor eterno! 

Teresa

Teresa, se eu pudesse adivinhar
O que te vai na mente, o teu querer,
Passava a vida inteira a procurar
As coisas que te dessem mais prazer!

Mas não, não sei, por isso, vou ficar
Aqui na expectativa de saber;
Na ânsia de mais tarde desvendar
Momentos lindos desse teu viver.

Enquanto espero, aqui, do meu cantinho,
Procuro em vão falar-te com carinho,
Envolta em teus segredos. Que ilusão!

E vivo, peregrino, a desbravar
Caminhos que me possam ajudar
A descobrir por fim teu coração! 

Amizade 

A vida, qual regato que desliza
Pela colina abaixo, em liberdade,
Às vezes é pra nós incompreensiva
Que nos causa arrepios, de verdade.

Mas vejam a Venília e a Luísa
Que dentro da maior simplicidade,
De forma natural e tão precisa,
Persistem nesse culto da amizade.

É lindo caminhar pela cidade
Gozando e partilhando na jornada
Aquela chama imensa que alumia

Os nossos passos p’rá felicidade.
E essa chama linda, iluminada,
Que faz brilhar a luz em cada dia 

Arminda 

A tua voz tão doce, linda, linda,
Revela mil segredos de encantar
Segredos ancestrais, de vida infinda
Que nossas mentes querem desvendar.

Essa energia que em ti  vive ainda
Nos rasga o coração de par em par
Pois nos ensina que esta vida, Arminda,
É bálsamo que pode confortar. 

O teu falar querido nos ensina
Lições de vida fértil, peregrina,
Da fonte de água viva que há em ti.

Por isso, Arminda, a tua companhia
Nos traz imensa paz e alegria
Porque, em te ouvindo, a vida nos sorri 

Nina 

Ai, como é bom sentir essa energia
Que faz vibrar tão alto o coração,
Beber toda essa força, essa alegria
Que brota do teu  grito de paixão!

Ai, como é bom saber que em cada dia,
Desinteressada, estendes tua mão,
Levando amor e paz em harmonia
A tantos peregrinos de ilusão!

Ai, como é bom sorver de cada gesto,
Do mais sofisticado ao mais modesto,
Essa lição tão linda, peregrina,

Que diz que a meta da felicidade
Se pode descobrir na liberdade
Da mais profunda entrega,  amiga Nina! 

Natália 

A tua imagem meiga e delicada
Que olha para nós com tal candura
Esconde uma vivência alimentada
Por réstias de carinho e de ternura.

E quando, junto a nós, aqui sentada,
Nos falas desse amor com tal doçura,
A nossa mente esvai-se, mergulhada
Em água cristalina, imensa, pura.

Fica connosco, dá-nos essa paz,
Que teu  sereno olhar sempre nos traz
Palavras brandas, cheias de dulçor.

E deixa-nos viver em cada dia
Essa experiência linda, essa harmonia
Que reacende em nós imenso amor! 

Gaby 

Vi-te chegar um dia à Academia
Tão cheia de fulgor e confiança,
Irradiando paz e simpatia
À tua volta, plena de esperança.

Depois, na aula de psicologia,
Nos deste novas réstias  de bonança
Cantando para nós a melodia
Nascida nos teus sonhos de criança.

Mostraste tuas mãos, as mãos de amor
Que fazem dumas pedras sem valor
Safiras, esmeraldas, rubis, jade.

Por fim, deixando tudo num momento,
No etéreo céu voou teu pensamento
Correndo numa imensa liberdade

Correntes 

Cruzamos nossos olhos… De repente,
Lançaste-me um sorriso sem ter fim…
E ali fiquei parado, impaciente,
À espera que passasses junto a mim.

Por fim, vi-te chegar à minha frente.
Com tal cândido olhar de querubim,
Me deste dois beijinhos, ternamente,
Dizendo: Conhecemo-nos? Enfim!!!

E respondi, olhando com ternura:
- Não sei, talvez da Rua da Amargura,
Talvez dum vão de escada…, da cadeia!!!

De novo, o teu sorriso de criança.
E foste… Cá registo na lembrança
Aquela suave e doce melopeia…

Desafio 
Nesta corrida insana e pervertida
Que a vida nos coloca no caminho,
Às vezes se tropeça, porque a vida
Nem sempre trata a vida com carinho.

Se acaso o grande amor da tua vida
Se torna menos rosa, mais espinho,
Rejeita essa afeição incompreendida,
Não deixes que te afaste do caminho.

Há nova vida além no horizonte,
Que pode ser pra ti a fresca fonte
Que ao longo do caminho te sacia…

Portanto, lança fora o sofrimento
E encontrarás momento após momento,
Conforto, paz, amor e alegria. 

Gostei de ti 

Naquela noite plena de alegria,
No fogo da emoção que então vivi,
Falamos sobre O Drama de Sofia
E sem me aperceber gostei de ti.

Foi quando me falaste. Essa energia
Saída de teus lábios de rubi
Calou bem forte e quase por magia,
Num gesto incompreensível, me rendi.

Essas palavras doces, elegantes,
Saídas de teu peito por instantes,
Tão cheias de ternura e de afeição,

Eram poemas cheios de fervor
Querendo transmitir gotas de amor
Do alfobre do teu nobre coração!

 Quadras soltas

Menina dos olhos doces
Porque não olhas pra mim
Como era bom se tu fosses
Uma flor no meu jardim

Menina de mente aberta
Na doçura do falar
Teu sorriso me desperta
Neste efémero caminhar

Teus lábios linda aguarela
No seu rubro carmesim
Mostram tua face bela
Quando sorris para mim

 E se afasto o teu cabelo
Bem perto do coração
Troco  a noção do que é belo
Pelo conceito paixão

Se me quiseres olhar
Com teu olher de menina
Eu hei-de-me apaixonar
Por teus olhos, pequenina

E se tu de peito aberto
Me ofereceres teu calor
O meu coração desperto
Irá transbordar de amor 

Ser poeta 

Que a minha vida se estende
Para além da poesia,
Já toda a gente o entende
Ao falar-me dia-a-dia

E, se as vezes se pretende
Ir alem da fantasia,
Com isso nada se aprende
E nos provoca ironia

Não me chamem escritor,
Nem poeta, por favor,
Não façam de mim otário

Coisas dessas, não senhor,
Quando muito professor
Do ensino universitário! 



5 comentários:

Manuela Clérigo disse...

Muito bem, e MUITO BOM! Não li tudo mas tive de interromper a leitura para dizer ´´ estou a gostar muito ´´beijos José

Joana Ramos Rodrigues disse...

como sempre são todos lindos embora neste momento não li todos ,mas irei ler mais tarde muito bom adorei com todo o carinho e respeito um abraço
de <3

J.R.R.

Sandra Portugal disse...

Sua gentileza é contagiante!
obrigada pela atenção! Gostei do que encontrei por aqui.
abraço
Sandra Portugal
http://projetandopessoas.blogspot.com.br//

Jose Sepulveda disse...

Comentários cheios de carinho e amizade. Beijinho, queridas

Jose Sepulveda disse...

Comentários cheios de carinho e amizade. Beijinho, queridas