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José Sepúlveda


Nascido em Delães, Vila Nova de Famalicão, cerca dos doze anos começou a ganhar gosto pela poesia.
Esse gosto foi-se desenvolvendo ao longo da sua carreira, ora como funcionário público, ora como empregado bancário, ora envolvido na comunidade religiosa, tendo colaborado com alguns jornais e revistas.
Tem diversas coletâneas no seu Blogue, entre as quais uma miniopereta cujas melodias foram genialmente orquestradas pelo professor de música João Silva, dando-lhe uma beleza que originalmente não tinham.
Reformado em 2005, dedicou-se mais acentuadamente á poesia, tendo participado na criação do grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, no grupo Solar de Poetas, no facebook, participando e organizando regularmente  diversas  tertúlias e saraus.

Blogue: http://ocantodoalbatroz.blogspot.pt/p/cantar-de-amigo.html




Entrevista do Projecto Divulga/Escritor


Notícias » Cultura

30/05/2013 • 12h48 | atualizado em 31/05/2013 • 11h16

Os desafios que vem de Portugal,onde os poetas se rebelam Entrevista a Shirley M. Cavalcante


O poeta português José Sepúlveda quer restabelecer os elos da corrente escritor-editora-distribuidora-livraria-mercado para acabar com os atravessadores, que são verdadeiras quadrilhas de bandidos na área cultural

Poeta português José Sepulveda
José Sepúlveda


Os desafios que vem de Portugal,onde os poetas se rebelam
Reinaldo Cabral

A jornalista paraibana Shirley M.Cavalcante  abriu espaço e o poeta português José Sepúlveda pôs o dedo na ferida do mercado editorial latino-americano:escritor é para escrever,editora é para publicar,distribuidor é para distribuir e livraria é para vender. 
A equação é simples mas em toda a América Latina a queixa é comum entre os escritores:atravessadores – para não chamar logo de quadrilhas de bandidos - tem provocado  verdadeiras rupturas nessa cadeia, desencadeando prejuizos incomensuráveis à produção literária, a propria literatura com a apropriação indébita de direitos autorais e a transformação de autores em mendigos e vendedores que estragam sua autoestima no esforço de vender seus próprios livros.
O poeta português José Sepúlveda se propõe a mudar esse processo. Já publicou pelo menos seis coletâneas de poesias em seu blog no facebook e a mobilização  que está encabeçando pretende espalhar por toda a América Latina. Já desenvolve uma campanha de conscientização através do grupo Solar de Poetas com os pés no chão. Contudo considera essa uma luta quase desigual frente a picaretagem organizada contra a nova poesia e literatura continentais,mas, como sonhador, vê alguma chance de vitoria com  a reação em cadeia quando essa proposição for difundida. E cita como um bom exemplo, essa projeto da jornalista e poeta Shirley M. Cavalcante, via facebook, o Divulga Escritor há menos de seis meses no ar. Sua entrevista: 

José Sepúlveda Nascido em Delães, Vila Nova de Famalicão.
Hoje mora em  Póvoa de Varzim – Portugal,ex-funcionário Público, amante da literatura, administrador do grupo Solar de Poetas, no facebook, apoia vários projetos literários, organiza e participa com regularidade em Saraus e Tertúlias.
Algumas de suas coletâneas: Arca de Quimera, Cantar de Amigo, ExaltaçãoIntimidades, Auto de Cera Fina, O Canto do Albatroz.

SMC - Grande mestre José Sepúlveda, para nós é uma honra tê-lo conosco no Projeto Divulga Escritor. José conte-nos como começou sua paixão pela escrita?
José Sepúlveda (Sepúlveda)– Quem me dera ser poeta, Shirley. Comecei a ter contacto com a poesia ainda de tenra idade, quando o meu pai, na sua oficina na de alfaiataria, nos confins da aldeia onde nasci, improvisava com os amigos algumas quadras populares, em forma de cantiga popular.
Quando entrei para o ensino primário, deparei-me com os primeiros poemas do Cancioneiro recolhido por Almeida Garrett: A Nau Catrineta, A Bela Infanta… Lembro bem a avidez com que lia a Moleirinha ou a Balada da Neve de Augusto Gil; O lavrador da Arada, do cancioneiro tradicional português.
Depois, com o decorrer dos anos, já no segundo ciclo de ensino, fui a incursão na poesia trovadoresca, com Garcia de Resende e oos mestres de então e a penetração nos malabarismos poéticos que nos ofereciam., entre eles os acrósticos, ainda hoje tão do agrado de muitos poetas.
A partir daí, o gosto pela poesia foi sempre crescendo, começando com as minhas produções tão insípidas pelos doze anos.
Cerca dos dezesseis anos – nessa altura já escrevia poesia de forma mais regular – colaborei num ou noutro jornal ou revista, tendo tido uma coluna num dos semanários poveiros de então.
É por essa altura que surge a primeira coletânea: Musa Perdida.
O período até cerca dos 23 anos foi de grande produção poética. Jazem na Arca de Quimeras (uma arca guarda da religiosamente no sótão) muitas dezenas de manuscritos ainda por tratar .
Foi nesse período que aperfeiçoei a técnica pelos versos de sete sílabas e outras técnicas estruturadas de escrever poesia, sobretudo o soneto.


SMC -Você hoje é uma referência em projetos literários em Portugal, principalmente para os Poveiros, é responsável pela publicação de coletâneas, conte-nos um pouco como foi seu primeiro projeto Literário?
Sepúlveda– Para falar no primeiro projeto literário, teria que recuar aos meus dezoito anos, altura em que com alguns amigos organizamos um pequeno grupo de tertúlia – Convíviu, que se reunia regularmente nas antigas instalações do Posto de Turismo, na Póvoa. Aí divagávamos sobre poeta e escritores e desenvolvíamos alguns temas de interesse cultural.
Foi por essa altura em que tive contacto com José Régio que com os amigos João Marques e Luís Amaro se reunião aos sábados de tarde no Diana-Bar, hoje, Biblioteca da Praia, em pequenas tertúlias deliciosas, frente ao mar.
É nesse espaço místico que hoje o grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa organiza os seus mais marcantes eventos.
A partir daí, o gosto pela formação de grupos de interesse pela poesia nunca mais desapareceu. Mas reactivou duma forma incontornável em 2011, com a formação do grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, que se dedica à promoção de saraus e tertúlias, divulgação de autores escondidos por aí e apoio â publicação dos seus trabalhos, através de parcerias com uma ou outra editora. Esse trabalho é um desafio constante e cria em nós um sentimento de realização pessoal imenso. Apesar do pouco tempo de existência, são já diversas as obras publicadas e as que estão em vias de o ser.


 SMC - Musa Perdida, Kay, Anjo Branco, Pastorinha, Arca de Quimeras , O Canto do Albatroz, … são alguns de seus trabalhos, em que você se inspira para desenvolver seus trabalhos?
Sepúlveda– Alguns dos temas de inspiração de quem escreve são recorrentes e variados. Mas a amizade, o amor, o mar são temas usados por quase todos os poetas . Eu não fui diferente . Mas o amor teve e tem sempre um lugar cativo, bem presente, naquilo que escrevi e escrevo. Com excepção de O Canto do Albatroz, mais generalista , todas as colectâneas mencionadas tem como pano de fundo o amor e as suas musas.


SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação como escritor?
Sepúlveda– Na minha juventude tive poetas e escritores que marcaram de forma quase irreparável a minha forma de escrever: Luís de Camões, Antero de Quental, Flor bela Espanca, António Nobre, sonetistas de excelência; mas Fernando Pessoa, essencialmente através do heterónimo Álvaro de Campos, José Régio, Guerra Junqueiro, Miguel Torga, António Gedeão e tantos outros, marcaram-me duma forma muito acentuada, quase irreversível.
Depois, uma incursão curiosa pelos grandes clássicos: Homero, Virgílio, Shakespeare e noutra área, Tolstoi, Gorky.
Há três livros que me deliciaram e marcaram: O Músico Cego de Vladimir Korolenko; A Aparição, de Virgílio Ferreira; Olhai os Lírios do Campo, de Erico Veríssimo.
Depois, poemas marcantes: O Mostrengo, de Pessoa; o Cântico Negro, de Régio: O Operário em Construção, de Vinícius. Quantos mais!…


SMC -Você criou o Grupo Solar de Poetas, como foi que surgiu a ideia de criar um grupo Literário? Quais os projetos que temos hoje no Solar?
Sepúlveda– A ideia de formar um grupo literário, em que a poesia fosse rainha surgiu logo que tive acesso ao facebook e comecei a mergulhar em alguns dos grupos que então começavam a proliferar no ciberespaço. Daí que a formação do Solar de Poetas surgiu quase de forma natural.
Antes dele, já o Albatroz cantava na sua página – O Canto do Albatroz, através do Blogue que criara e no qual estão publicadas algumas das minhas coletâneas.


SMC - Quais os principais desafios que encontras como gestor do Grupo Solar de Poetas?
Sepúlveda– Os desafios são sempre grandes. Há uma espécie de sede insaciável que nos empurra e nos leva a cada dia querer mais, novos projetos, novas iniciativas.
Daí, as parcerias que vamos estabelecendo com Rádios, com outros espaços cujo objetivo se identifique com o nosso – divulgar cultura.
Nem sempre é fácil a gestão dum grupo assim, dado a necessidade de presença contínua e do aparecimento de aliciantes que tornem o espaço vivo e atraente. Para isso, o contributo assíduo e dedicado de ilustres administradoras que com carinho dedicam tempo precioso no acompanhamento e comentário dos trabalhos que vão surgindo, num espírito de dedicação que não pode deixar de ser exaltado. A todas elas, as que aqui já deram o seu contributo e as que ainda mantém essa coragem e perseverança de estar presentes, a minha gratidão.
Daí, a necessidade sistemática de recurso a desafios e eventos, e iniciativas como esta – Divulga Escritor, que veio valorizar de forma significativa o nosso espaço.


   SMC - Você esta publicando um livro no segundo semestre de 2013, o livro já tem um Titulo? fale-nos um pouco sobre seu livro, como esta sendo os processos para publicação?
Sepúlveda– O livro chamar-se-á Um Céu de Anil e a curiosidade surge pelo facto da maioria dos seus poemas terem sido escritos no bloco de apontamentos do telemóvel, ao longo dos últimos meses.
 Nele será incluída também uma súmula de poemas inseridos numa ou noutra colectânea.


   SMC -Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Sepúlveda– Um dos objetivos dos grupos que dirijo – Solar de Poetas e Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, é sem dúvida apoiar e divulgar as obras escritas por autores mais ou menos iniciados e que tem guardado os seus poemas nas gavetas à espera de oportunidade de divulgação.
Acho que o mercado começa a perceber que um autor não terá que escrever, pagar pela impressão das suas obras e ainda por cima ter que ser ele a divulga-las, quase a mendigar a sua compra dos seus livros. Há que alterar todo esse status e cada um dos componentes assumir as suas responsabilidades. Ao autor cabe-lhe e escrever, ao editor editar, o distribuidor distribuir e ao leitor ler. Enquanto não for assim, tudo estará distorcido, Há que mudar mentalidades. Mudar é sempre uma forma de crescer


SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor José Sepúlveda, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Sepúlveda– É para mim um grande privilégio poder participar neste projecto, que providencial e generosamente surge no ciberespaço e que será., com certeza uma referência que muitos terão como desafio a seguir.
Uma mensagem de confiança para os autores. Os tempos irão mudar. Surgirá o dia em que cada auto poderá divulgar as suas criações sem necessidade de mendigar para que as criações atinjam o seu alvo – o leitor. Quando assim acontecer, poderemos gritar : A Poesia vive, viva a Poesia.
Obrigado, Shirley , pelo teu empenho na divulgação da poesia e dos seus criadores de sonhos.



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Abraça-me

Vem!, dá-me um longo abraço, meu amor…
Sigamos de mão dada pela areia,
Sentindo a maresia, a melopeia
Das ondas, num vaivém perene, infindo,
Deixemos para trás nossas pegadas
Desfeitas pelo vento, pelo mar,
Sigamos nesse nosso caminhar
Semeando flores, construindo estradas,
Aonde nos possamos encontrar…

Vem!, dá-me um longo abraço, meu amor,
Vem ver no ar as garças e gaivotas
Voando, esvoaçando ao derredor
Com seus trinados frescos, delirantes,
Banhar-nos de carinho, de fulgor…

Vem, dá-me um longo abraço, meu amor!
Vem ver no mar o sol que declina
Em mananciais de estrias e se anima
Beijando as águas frias desse mar
Num seu caminho, cheio de magia…

Vem, dá-me um longo abraço, meu amor!
Vem dar-me o teu abraço à luz da lua
Que faz brilhar meu rosto, teu olhar,
Vai-me despindo, até que fique nua
E sinta o corpo teu a me abraçar…
Depois, entrelaçados sobre a areia,
Que importa, maré rasa, maré cheia?
Amemo-nos e sente que sou tua
E nesse sonho lindo, por te amar,
Te peço, meu amor, vem-me abraçar!


O Meu Poema

Olhei para os teus olhos cor de esperança,
Fiquei extasiado a olhar pra ti…
Fui relembrando tempos de bonança
E nos teus olhos lindos… me perdi…

Beijei teus rubros lábios… De repente,
Senti me a viajar na fantasia
Não sei o que sentia em minha mente,
Só sei que era o momento que eu queria

E ao vislumbrar aquele teu sorriso
Tão cheio de doçura, tão preciso,
Senti o te abraço tão presente…

E, de repente, o tempo parecia
Parar no tempo, pleno de alegria,
Como se foras minha para sempre!



Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito

Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito

Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensna-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,

Quando surgiram pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!



Sereia Azul, dulçor dos meus encantos,
Sulco os recantos deste imenso mar,
Desfaço-me em poemas, doces cantos,
Na esperança de algum dia te encontrar

E nesse caminhar, livre de prantos,
Mergulho nas carícias desse olhar
E perco-me nas ondas, rastos santos,
Dos teus cabelos lindos a brilhar

Deixa voar o sonho, a fantasia,
Permite-me viver essa utopia
Que em ti, Sereia, pude reencontrar

Que desde que caíste no meu peito
No afago dos teus seios me deleito
E aguardo, na esperança de te amar



Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…

E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada

São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…

E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver



Um dia, passeando em teu jardim,
Eu mergulhei, amor, num sonho lindo…
Olhei-te quando olhavas para mim
E, ao ver o teu olhar, olhei, sorrindo…

E, nesse enleio que não via o fim,
Meu coração ficou feliz, sentindo
Que o nosso amor crescia. Agora, sim,
Podíamos viver um sonho infindo…

Que bom sentir-te dentro do meu peito
Neste caminho puro, são, perfeito,
E ver-te junto a mim, sempre, presente…

E peço a Deus, em canto de louvor,
Que venha abençoar o nosso amor
E possa ter-te sempre, eternamente!



Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras

E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…

E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…

Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me filho!



Aquele ramo rubro de papoulas
Que coloquei em tempos, minha amada,
No teu formoso peito, duas rolas,
Na noite dessa eterna madrugada,

Traduz o meu desejo, ideias tolas
Que pairam nesta mente depravada,
Amar-te porque quando me consolas
Eu vivo com minha alma apaixonada

E penso nesse amor intenso, belo,
No brilho desse olhar, puro, singelo
E sinto o teu carinho , o teu dulçor...

E aguardo com fervor o alvorecer
De um novo dia.. Então, vou te oferecer
Um outro ramalhete, meu amor!!!



Nesta singela folha te respiro,
Teu nome escrevo pela madrugada
E guardo no meu peito esse suspiro
Roubado de teu peito, minha amada

E sinto o coração pulsando imenso
Num longo e forte abraço... Só depois
Olhamos um pró outro, amor intenso,
Num tempo sem ter tempo, só dos dois

E as lágrimas caidas dos teus olhos
Naquela folha branca, sem abrolhos,
Sao para nós momentos de magia

Naquela folha branca sem valor,
Nasceu a mais singela e linda flor,
Um cântico de amor e poesia!


Sonho Lindo

Esta noite sonhei contigo…
E no momento doce do teu beijo,
Penetrei numa fonte mágica
De desejo
E te senti…

E vimo-nos abraçados
Entre linhos e brocados,
Rodeados nessa hora
De pétalas vermelhas,
Centelhas de fogo
Plenas de cor
E de magia…

Tempo de bonança,
Tempos de alegria,
Réstias de esperança,
Gestos de amor…

E estendidos
Nesse leito de paixão
Eis-nos peito com peito,
Num só coração,
Nessa profusão de amor
Perfeito…

Sorvi teus beijos
E candura,
Desejos e ternura,
Ensejos e loucura,
Com pudor…

E, mergulhada
Nessas pétalas sem fim,
Olhaste para mim
Com terno amor…
Depois,
Num longo abraço,
No tempo e no espaço,
Sem cansaço,
Amei-te
Com deleite
Até ser dia…

E ali,
Entrelaçados,
Com gestos delicados,
Sorrimos um para o outro
Apaixonados
No nosso sonho lido…,
Eterno,
Infindo…
Os dois,
Sorrindo!...




1 comentário:

Peres Feio disse...

Tomei conhecimento deste espaço, que me agradou - apanhado em véspera de viajar, a ele voltarei com a atenção que merece - um forte abraço - carlos peres feio